Autor: Lidi Faria

  • Reputação, um ativo de pessoas

    Reputação, um ativo de pessoas

    Crédito da imagem: Andrea Piacquadio | pexels

    Nesse caminho de conexão entre comunicação e tecnologia, me vejo cada vez mais atenta em situações que envolvem experiências de pessoas e automações de processos.

    Diariamente, vejo profissionais extremamente preocupados com futuro, inteligências e afins, enquanto seus clientes ainda são carentes de soluções básicas de comunicação, usabilidade e atenção (!).

    Quer alguns exemplos?

    • Paciente é obrigado a assinar um documento dizendo estar ciente de riscos como, por exemplo, receber ligações sobre golpes. O local não se responsabiliza caso isso aconteça, e você que lute para avisar seus amigos e parentes. Se estão preocupados com a sua saúde, agora também deverão estar atentos para não caírem em fraudes. A marca se resguardou do processo jurídico, mas será que se preocupou de fato com a privacidade do seu prontuário?
    • Cliente cancela serviços, após inúmeras reclamações, e no mês seguinte recebe SMS como se os mesmos ainda estivessem ativos. Que tipo de segurança esta instituição financeira transmite aos seus clientes?
    • E, por fim, fabricante que cancela a produção de um produto sem aviso prévio e deixa consumidor sem alternativa. Quem consome fica meses com um problema de saúde e a empresa não responde. Preocupação com o público? Ah, é só na propaganda mesmo.

    E essas experiências acima não são com marcas pequenas, mas com serviços de empresas que estão, no mínimo, há dezenas de anos no mercado, contam com investidores e faturamentos relevantes em seus mercados.

    E pra não olhar apenas as experiências ruins, temos algumas bem boas também! Olha só:

    • A SHEIN atrasou um pedido e eu nem tinha me dado conta disso até receber uma mensagem da marca. O conteúdo? Pedimos desculpas pelo atraso e creditamos alguns centavos em sua carteira.

    Eu nem tinha pressa, isso certamente foi feito por automação, mas achei honesto – e, olha só, vindo de uma marca com diversas polêmicas por trás e que relutei bastante para comprar – até lembrar que o produto que eu precisava dali vinha do mesmo fabricante, só tinha preço maior nos sites brasileiros. E isso é só tecnologia? Nope. Alguém teve uma ideia, provavelmente aprovada por outra, e alguém “programou a regra de negócio”. Tecnologia, ali, cumpriu o papel de viabilizar o que pessoas planejaram;

    • E tem a Liti, startup de tecnologia e saúde, que faço parte como cliente desde o ano passado e recebi mais do que um suporte, mas o apoio de profissionais empenhados para eu ter resultados cada vez melhores – indo muito além de um simples plano alimentar.

    E o que reputação tem a ver com experiências e tecnologia?

    Diferentemente de branding, que é o conjunto de ações desenvolvidas pela marca, a reputação é justamente o reflexo e resultado de todas as ações realizadas. Segundo Marcus Dias, vice-presidente da The RepTrack Company, “é o que fica na mente e no coração dos stakeholders”.

    A tecnologia, por sua vez, é o caminho que vai permitir automatizar processos, pensar em trilhas de comunicação, facilitar a operação e a mensuração dos resultados.

    Na Liti, tenho o relatório automatizado com meus resultados, mas também recebo a mensagem da médica para saber como estou ou como me sinto sobre as orientações mais recentes. É a combinação da tecnologia com a atenção, cuidado e relacionamento.

    ***

    No LinkedIn, diariamente visualizamos posts sobre chatGPT, IA, ai meu Deus os robôs vão dominar tudo e por aí vai. Mas cada vez que me aprofundo nos estudos de tecnologia, códigos e afins, percebo que a diferença está cada vez mais em entender pessoas, seus anseios e necessidades, em ser apoio para resolver problemas e facilitar a vida.

    Cada vez que aprendo algo novo em tecnologia, códigos e afins, percebo ainda mais que a diferença – e o sucesso – está em entender pessoas.

    Como escreveu Nizan Guanaes hoje para o Valor, Ouvir o consumidor não é mimar o consumidor – no entanto, “nesse mundo de desintermediação, onde tudo pode ser dito, aumenta muito o custo do erro na relação da marca com o consumidor. E a relação da marca com o consumidor se chama comunicação”.

    Será que já estamos vivendo realmente a “Assistive Era”, “com nossas necessidades sendo atendidas sem nem mesmo perguntarmos, por meio de uma integração e compartilhamento de dados entre IAs”, conforme apontado por Amy Webb em seu último relatório de tendências, também citado na newsletter do Cubo Itaú em março? Acredito, eu, que ainda temos um caminho grande a percorrer.

    Tecnologia é ferramenta. Pessoas são as verdadeiras agentes de sucesso dos negócios, seja por trás dos códigos ou nos altos níveis das corporações.

    É a minha aposta – e meu pedido – ao universo.

  • Calendários e tendências para 2023

    Calendários e tendências para 2023

    Atualizado: 13 de jan. de 2023

    É bem provável que você já tenha planejado seu próximo ano, assim como o calendário de ações da sua empresa ou dos clientes.

    Com frequência senti falta, nos anos anteriores, de ter um lugar com vários links para consulta de calendários e tendências, então resolvi fazê-lo para 2023.

    Abaixo, confira alguns exemplos de modelos, empresas e datas comemorativas.

    Comunicação Interna, Endomarketing, Employer Branding e Gestão de Pessoas: se você trabalha nessas áreas, os calendários da Matchbox e da Endomarketing.TV podem ser úteis – assim como o da Inngage, em um formato ótimo no Notion, com mais de 60 datas. E no Guia da Alma, é possível ter acesso a um calendário editável e completo com datas, feriados e principais campanhas para planejar suas ações de forma estratégica, incluindo campanhas relacionadas ao bem-estar dos funcionários.

    Diversidade: para um olhar específico em campanhas voltadas à diversidade, temos os mapeamentos da Profissas Escola de Diversidade e Se Candidate, Mulher!;

    Em Finanças e Investimentos, as melhores fontes são a FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos), ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) – e para Fintechs, a ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs). E o Nubank divulgou também datas importantes para quem precisa repensar seu orçamento pessoa física.

    Crédito: cottonbro studio | Pexels

    Para quem entra em campo de olho em Esportes, vamos torcer para trazer a taça: entre junho e julho, teremos Copa do Mundo Feminina da FIFA – e, antes, nossa seleção feminina de futebol participará de outros compromissos e campeonatos. Na Exame, é possível consultar o calendário completo delas.

    No masculino, todas as datas podem ser consultadas no site das Olimpíadas e no site da CNN.

    E para puxar a sardinha para meu esporte preferido, fica aqui também o calendário do Handebol! Teremos os campeonatos mundiais masculino e feminino, ambos na Europa, e os campeonatos regionais e nacionais. Ao longo do ano, vou atualizar esse calendário, para que fãs como eu possam adicionar os principais eventos no Google Agenda.

    Outros torneios pra ficarem no radar: Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos (com promessa de pódio brasileiro com Ana Marcela Cunha) e a participação de Rebeca Andrade no Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica;

    Na área da Saúde, temos o calendário anual da saúde da D’Or Consultoria com os temas mais relevantes do segmento segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No site do Ministério da Saúde, também são destacadas as principais datas, e no site do governo federal é possível consultar as principais campanhas realizadas em 2022 e 2021 – como atualização da caderneta de vacinação, principais vacinas, doação de leite materno, entre outros. E no site da Doctoralia, um calendário focado nos profissionais da saúde;

    Se o seu nicho é o Turismo, temos três referências: Calendário Nacional de Eventos, do consultor Thiago Akira, Brasilturis e do Mercado & Eventos;

    As datas sazonais importantes para o setores de Varejo e e-Commerce também foram mapeadas, com dicas da Ideris e da Nuvem Shop – que disponibilizou modelos de banners para algumas ocasiões. Já o Elo7, marketplace de artesanatos, produtos criativos e autorais, preparou um calendário e publicou 31 ideias de conteúdo para o Instagram;

    E se você está de olho em calendários específicos pra Mídias Sociais, fique com as indicações da Buzzmonitor, Resultados Digitais e da Thaty Moura.

    E os calendários tradicionais das plataformas:

    • Meta (Facebook e Instagram) – excelente também para quem precisa mapear datas globais;
    • Twitter – calendário de marketing com as principais datas de conversas da audiência.

    E o calendário básico de feriados 2023 está disponível no site do UOL.

    Crédito: fauxels | Pexels

    Tendências: o que esperar de 2023? Nos últimos meses, a Plataforma Gente divulgou dois textos interessantes: o primeiro, com um levantamento sobre novas tendências no cenário da música, e a visão da Paula Rizzo (Head de Inovação da Globo) sobre Inteligência Artificial Generativa, Ética e Representatividade: Vieses e Justiça Algorítmica, Fake News, Metaverso, Responsabilidade climática e e-Sports. Para acessar, clique aqui.

    No relatório Pinterest Predicts 2023, que reflete vários meses de avaliação e análise de dados globais, é possível observar 27 das principais tendências da plataforma, como moda, casa, comemorações, beleza (que entrará em uma fase minimalista), bem-estar, uma pitada de nostalgia e festas para cachorro. Ah, e a terapia vai continuar em dia!

    Para o Pinterest, vale uma atenção extra, já que 80% das tendências que previram nos últimos três anos se concretizaram – ou seja, 8 acertos em 10 indicações. Não por acaso a Suvinil escolheu a plataforma para lançar sua cor do ano, Calcita Alaranjada. A propósito, você tem maturidade para esse nome de cor? Eu não kkkk.

    Metodologia e relatório completo do Pinterest podem ser consultados aqui, com boards aqui.

    Na Creators Economy, a YOUPIX divulgou um report com tendências que orientarão as ações da empresa. Disponível aqui o material completo sobre esta nova economia, economia da intenção, nova era do marketing e a influência, todo conteúdo será comprado e AInfluência, Web3 e outras modernidades.

    E se você já está em dia com os calendários e tendências, que tal alguns goles de inspiração para 2023? Este material, produzido pela Cajuína, está demais!

    Não deixe de ver também:

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    Tem mais indicações? Envie para falecom@lidifaria.com

  • youPIX 2020 | Conteúdo em casa com Marcelo Adnet, Dani Ocampo e Eduardo Sterblitch

    youPIX 2020 | Conteúdo em casa com Marcelo Adnet, Dani Ocampo e Eduardo Sterblitch

    Atualizado: 13 de out. de 2021

    Um #tbt de 2020, onde bati um papo com Marcelo Adnet, Eduardo Sterblitch e Daniela Ocampo sobre os desafios de produzir conteúdo em casa.

    Quer assistir? Confira o vídeo abaixo:

  • Etarismo, comunicação e mercado

    Etarismo, comunicação e mercado

    Crédito da imagem: cottonbro | Pexels

    Você sabia que em 1945, no Brasil, a média de vida era de 45,5 anos?

    Atualmente, o cenário é outro, onde os bebês nascidos no Brasil em 2020 têm uma projeção de vida de 74,8 anos. E, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a população mundial com mais de 60 anos vai, praticamente, dobrar até 2050.

    E como pensar a comunicação dentro de um cenário de longevidade?

    Quando falamos sobre oportunidades de trabalho, por exemplo, observamos que o tempo é mais curto. Em relação ao mercado, a geração prateada – como costuma ser chamada – sente na pele o etarismo, um tipo de preconceito com base na faixa etária da pessoa.

    Por outro lado, a faixa de 60+ está cada vez mais online (69%), possui um smartphone (44%), usa as redes sociais (34%), mas só aparece em 8% de toda a publicidade como personagens ou pessoas reais (PUGA, 2021).

    Vamos entender melhor como é envelhecer no mercado de comunicação? Afinal, o que é Etarismo?

    O termo “ageism” (preconceito de idade) foi criado pelo gerontologista Robert Butler, em 1969, para definir uma forma de intolerância relacionada com a idade, com conotações semelhantes ao “racismo” e “sexismo”.

    Nesse contexto, surge o “etarismo” e seus sinônimos, que significa uma forma preconceituosa com qualquer faixa etária – mas, na maioria das vezes, é direcionado às pessoas mais velhas.

    Imagine só uma situação: você está participando de um processo seletivo para uma vaga para liderar um time de marketing. Seu currículo atende todos os requisitos do cargo. Naturalmente, você pensa: “Tenho grandes chances, estou totalmente qualificada para essa vaga!”

    Do outro lado, o departamento de recursos humanos informa que o seu currículo é ótimo, mas a equipe busca um profissional mais antenado/jovem para acompanhar a mente e as tendências do público alvo deles: os adolescentes.

    Determinar as habilidades e conhecimentos a partir da idade é uma das formas de discriminação que chamamos de Etarismo Institucional.

    O etarismo na Comunicação

    O mercado vive uma fixação em atender somente as gerações mais jovens, ignorando o poder de compra do público longevo – além das suas habilidades adquiridas ao longo dos anos.

    Tânia Dutra, sócia da 2+2 Comunicação, disse no Podcast “Job Pra Ontem” sobre as habilidades que só pessoas mais velhas trazem para o negócio:

    Trabalhamos em um ambiente que às vezes é extremamente estressante, com prazos apertados, que exigem habilidades multitarefas, maturidade, capacidade de negociação e resiliência. E o que tenho visto na minha área de atendimento, é que essas qualidades estão mais presentes nas pessoas mais velhas e com mais idade. É fundamental que as agências contem com profissionais que tenham repertório, capazes de tomar decisões rápidas e avaliar riscos.

    A diversidade não deve se limitar apenas ao gênero, mas também à multiplicidade da sociedade. Experimentos científicos de 2017, comprovaram que grupos de decisão formados apenas por homens jovens têm 58% de acertos em suas decisões. Já nos grupos com diversidade de gênero+geracional, o índice sobe para 80%. (D’ANDREA, 2021). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, no Brasil, 13% da população tem mais de 60 anos – e a partir de 2031, haverá mais idosos do que crianças e adolescentes. Já em 2042, essa população terá 57 milhões de pessoas.

    Os números acima só reforçam a necessidade das marcas em olharem para este público de forma mais positiva e inclusiva.

    Quando o assunto é consumo, cerca de 72% do público reconhece o despreparo das lojas da dinâmica do varejo e do atendimento aos que têm mais de 60 anos. Ah, e 65% não acreditam na adequação de marcas e empresas para atender às necessidades de pessoas mais velhas. (Fleischmann, 2021).

    E de olho no comportamento deste consumidor, a Nestlé iniciou uma parceria com a agência Fizz para produzir marketing de influência para 21 marcas, incluindo as do segmento health and science. Os itens da marca Nutren Senior são voltados para pessoas com 50 anos ou mais, um público presente na internet, mas que possuem uma relação diferente com os influenciadores quando comparado aos jovens.

    Ary Fontoura em campanha para a Nestlé. Crédito da imagem: Exame/Nestlé/Instagram/Reprodução

    Quais são as iniciativas das empresas para combater o etarismo?

    Existe um choque geracional: se cargos sêniores são ocupados por pessoas mais jovens, como seria liderar pessoas com mais experiências?

    Morris Litvak, fundador da Maturi Jobs, comenta que esse conflito pode existir se a empresa não criar um ambiente para esse diálogo. “Antes de contratar o colaborador, a empresa precisa fazer um trabalho com os líderes e gestores para falar sobre diversidade geracional, questão da longevidade da população e assim para começar a quebrar paradigmas para que a troca role.”

    Todos esses estereótipos são resultados de uma construção social e demanda o esforço de todos os lados para que o cenário mude.

    Para combater o preconceito, a psicóloga e PhD Becca Levy, professora da Universidade de Yale, aponta quatro frentes a serem trabalhadas:

    Saúde: o estereótipo prevalente é de que envelhecimento é sinônimo de decadência física. Quanto maior for o avanço para termos idosos ativos e saudáveis, mais chances de desconstruir a imagem negativa que acompanha a velhice.

    Convívio intergeracional: quanto mais jovens e velhos conviverem, menor será a carga de preconceito.

    Legislação: boas leis mudam a opinião das pessoas e o Estatuto do Idoso se mostrou eficaz em diversos campos – mas ainda há muito a ser feito. Com o aumento da expectativa de vida, temos adultos produtivos que estão sendo descartados pelo mercado de trabalho mesmo que tenham ainda muito para contribuir.

    O ambiente social: a arena na qual é preciso alimentar um movimento para derrubar muros. A psicóloga afirma que os últimos 100 anos assistiram a uma “revolução humanitária”. Agora é hora deste assunto entrar em cena, seja por meio de celebridades, líderes empresariais e do governo, acadêmicos e outras frentes da sociedade. Não importa que nome tenha, é preconceito não incluir pessoas acima dos 60 anos em qualquer ambiente.

    O GPTW (Great Place to Work) já avalia, inclusive, as melhores empresas para +50 trabalharem. E em 40% das premiadas, há uma política oficial de não discriminação relacionada à idade. Na Accenture, uma das empresas reconhecidas, há o #GrandMasters, programa da Accenture que ajuda talentos com muita experiência de vida a se reinventarem e a ressignificarem suas carreiras.

    E você, como acredita que podemos contribuir para incluir, todos os contextos, as gerações mais experientes?

    Referências

    ACCENTURE. Accenture é destaque no GPTW 50+. Instagram. Disponível em: https://www.instagram.com/p/CR83I1etmHk/

    ACCENTURE. Uma nova carreira com mentoria. Instagram. Disponível em: https://www.instagram.com/p/CTDUfy2vwmf/

    BRITO, Katia. MaturiFest 2021: ranking GPTW 50+ e pesquisa. Nova Maturidade. Disponível em: https://www.novamaturidade.com.br/maturifest-2021-ranking-gptw-50-e-pesquisa/

    CERQUETANI, Samantha. Etarismo: que bicho é esse? Preconceito por idade prejudica saúde de idosos. UOL. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/08/20/etarismo-que-bicho-e-esse-preconceito-por-idade-prejudica-saude-de-idosos.htm

    D’ANDREA, Mario. Velho é o seu preconceito. Meio & Mensagem. Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/opiniao/2021/06/01/velho-e-o-seu-preconceito.html

    DAYRELL, Marina. Mulheres 50+ usam Instagram como modelo de negócio sobre longevidade. Estadão. Disponível em: https://pme.estadao.com.br/noticias/geral,mulheres-50-usam-instagram-como-modelo-de-negocio-sobre-longevidade,70003821197

    FLEISCHMANNHILLARD BRASIL.[FH Talks] Geração Prateada: conheça a potência dos 60+. YouTube. Disponível em https://youtu.be/cs5yhugXhxQ

    FILIPPE, Marina. Nestlé aposta em influenciadores com mais de 50 anos e melhora resultados. Exame. Disponível em: https://exame.com/marketing/nestle-aposta-em-influenciadores-com-mais-de-50-anos-e-melhora-resultados/

    IAB. Etarismo e as mulheres no mercado de trabalho: como enxergá-las para além da idade?. YouTube. Disponível em https://youtu.be/MvDZa6Uvmeo

    NOGUEIRA, Galileu. Quando envelhecer é um problema para a marca. Instagram @galileunogueira. Disponível em: https://www.instagram.com/p/CTPo9qvJZi3/

    PUGA, Igor. Assumindo a cabeça grisalha. Meio & Mensagem. Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/opiniao/2021/03/02/assumindo-a-cabeca-grisalha.html

    REVISTA VOCÊ RH. Diversidade etária: contratações de profissionais com 40 anos ou mais aumentam 217% em 2021. Instagram. Disponível em: https://www.instagram.com/p/CTKu1NxLlZp/

    SANCHES, Mariana. Brasileiro perdeu quase 2 anos de expectativa de vida na pandemia, e 2021 deve ser pior, diz demógrafa de Harvard. BBC. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-56743837

    TAVARES, Mariza. Preconceito contra os idosos tem que ser combatido em quatro frentes. G1. Disponível em: http://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/preconceito-contra-os-idosos-tem-que-ser-combatido-em-quatro-frentes.html

    TOZZI, Elisa. Programa da Accenture contrata profissionais com mais de 50 anos. Você RH. Disponível em: https://vocerh.abril.com.br/diversidade/programa-da-accenture-contrata-profissionais-com-mais-de-50-anos/

    UPDATE OR DIE. Spotify e MORE GRLS: Etarismo na Comunicação. Disponível em: https://www.updateordie.com/2020/07/24/spotify-e-more-grls-etarismo-na-comunicacao/

    YOUPIX. A geração prateada não se sente representada pelas marcas. Instagram @instayoupix. Disponível em: https://www.instagram.com/p/COvAtnitcML/

  • Branded Content e influenciadores: como criar – e cocriar – conteúdo para marcas

    Branded Content e influenciadores: como criar – e cocriar – conteúdo para marcas

    Atualizado: 13 de jun. de 2021

    Niely | Diva de Cachos. Imagem: M&M/Juliana Coutinho

    Branded Content é o conteúdo produzido, promovido, fomentado e disseminado pela ação de uma marca. (MOURA, 2021).

    O branded content tem como premissa o envolvimento da audiência em uma narrativa, e geração de valor para determinadas comunidades. É a partir desta comunicação que as empresas comunicam seus objetivos, valores e propósitos.

    Já a cocriação é um processo coletivo e colaborativo, com objetivo de criar algo novo, inédito. E além de permitir a participação ativa dos stakeholders, também contribui com o desejo das pessoas de socializar fazer parte de uma comunidade, de sentir pertencimento.

    Essa iniciativa possibilita a diferenciação de uma empresa, produto ou marca e promove a aproximação de todos os envolvidos – entre eles, os influenciadores.

    “Cocriar é um exercício árduo de escuta. Na perspectiva da marca, é preciso estar disponível para a troca. É sobre trocar e sobre ouvir. E quando extrapolamos o universo proprietário da marca, criamos um conteúdo que extrapola um limite onde a marca consegue navegar. É um processo de via dupla”. Nayara Ruiz, em palestra no youPIX.

    Veja, neste exemplo, o caso do Morimura. O influenciador recebeu um briefing e sugeriu ideias e formatos que faziam sentido para sua audiência. Com a aprovação do cliente e mais de 16 horas de produção (entre reuniões, gravação e edição), tivemos um resultado muito positivo em views e engajamento.

    O que é preciso para promover cocriação entre marcas e influenciadores:

    • Liberdade criativa;
    • Escuta ativa;
    • Engajamento de todos os envolvidos para alcançar os objetivos do projeto;
    • Compreensão da contribuição de todas as partes;
    • Clareza sobre autenticidade e verdade da marca e do influenciador, e entender o ponto de conexão com a audiência;
    • Compreensão dos benefícios e riscos do projeto;
    • Transparência na comunicação e acesso de informações;
    • Respeito ao conhecimento do criador de conteúdo sobre sua comunidade.
    • A proximidade entre o influenciador e a marca, além de estar mais próximo do que as comunidades desejam, tem um diferencial competitivo: um produto inédito, com maior propósito e conexão entre os envolvidos.

    Você já participou de um processo de co-criação? Compartilhe sua experiência nos comentários!

    Abaixo, veja o material apresentado no EPPA – Encontro de Publicidade e Propaganda Acadêmico, evento organizado pelos alunos da sétima fase de Publicidade e Propaganda da Faculdade Ielusc, de Joinville, SC.

    Referências

    A DICA DO DIA. Como cuidar da sua casa com segurança. Flávia Ferrari. YouTube. Disponível em https://youtu.be/B9W7zJ5fQgI

    ANITTA SE TORNA HEAD DE CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO DA SKOL BEATS. Meio e Mensagem. Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2019/09/30/anitta-se-torna-head-de-criatividade-e-inovacao-da-skol-beats.html

    BODEN-WRIGHT, Sam. Why co-creation is the future of influencer marketing. Medium. Disponível em: https://medium.com/wearecommit/why-co-creation-is-the-future-of-influencer-marketing-738989ddaca1

    COCRIAÇÃO: UMA NOVA ERA NO DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS E SERVIÇOS. Transformação Digital. Disponível em: https://transformacaodigital.com/marketing/cocriacao-uma-nova-era-no-desenvolvimento-de-produtos-e-servicos/

    EUDORA LANÇA LINHA COCRIADA COM NIINA SECRETS. Propmark. Disponível em: https://propmark.com.br/anunciantes/eudora-lanca-linha-cocriada-com-niina-secrets/

    PODCAST FREESTYLE: Pedro Tourinho i o influenciador dos influenciadores. Entrevistado: Pedro Tourinho. Entrevistadores: Daniela Cachich, German Carmona e Lúcio Ribeiro. Freestyle, 2/4/2021. Podcast. Disponível em: https://open.spotify.com/episode/6McRziH3NjR1EPYpU0NONw

    LIGA DE MARKETING UNICAMP. Giovanna e Paulo – Construção de marca, co-criação e experiência em tempos digitais. YouTube, 15/9/2020. Disponível em: https://youtu.be/LXghzwjGqEc

    MENA, Isabela. O que é Cocriação. Projeto Draft. Disponível em: https://www.projetodraft.com/verbete-draft-o-que-e-cocriacao/

    MOURA, Leonardo. Conteúdo de marca: os fundamentos e a prática do branded contente. 1º ed – São Paulo: Summus, 2021. 144p.

    NIELY LANÇA PRODUTOS COM INFLUENCIADORAS. Meio e Mensagem. Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/ultimas-noticias/2017/08/02/niely-lanca-produtos-com-influenciadoras.html

    NUNES, Joy. Tracta lança batons em parceria com 12 blogueiras. Gostei, e agora? Disponível em: https://www.gosteieagora.com/2011/10/tracta-lanca-batons-em-parceira-com-12-blogueiras/

    PARA HUGO GLOSS BRIEFING AINDA É ‘ENGESSADO’ E DEVERIA TER MAIS COCRIAÇÃO. Promoview. Disponível em: https://www.promoview.com.br/categoria/gente/para-hugo-gloss-briefing-ainda-e-engessado-e-deveria-ter-mais-cocriacao.html

    SILVERSTONE, James. Has Your Brand Thought About Co-Creation with Influencers?. Talking Influence. Disponível em: https://talkinginfluence.com/2020/02/26/brand-co-creation-influencers/

    YOUPIX. Co-criação com Influencers: mito ou verdade? YouTube, 25/5/2021. Disponível em https://youtu.be/NE7OfU1QmBQ

  • Pesquisa youPIX e AlgoritmCOM: ROI e influenciadores 2021

    Pesquisa youPIX e AlgoritmCOM: ROI e influenciadores 2021

    Em março, o youPIX apresentou a pesquisa bianual “ROI e Influenciadores”, com o objetivo de avaliar como as empresas investem em marketing de influência no Brasil.

    Realizada de 15 de fevereiro a 15 de março de 2021, esta edição teve também a participação do grupo de pesquisa AlgoritmCOM (no qual participo) que contribuiu com a pesquisa qualitativa.

    Noventa e quatro empresas responderam à pesquisa. Confira os principais pontos:

    • Mais de 60% das respostas foram de executivos de altos cargos, como CEOs, diretores, gerentes e coordenadores de empresas de diferentes segmentos.
    • 86,5% das empresas entrevistadas concordam totalmente ou parcialmente que trabalhar com influenciadores traz resultados que nenhum outro tipo de comunicação digital pode trazer;
    • 69% das marcas brasileiras afirmam que o marketing de influência traz resultados que nenhum outro tipo de comunicação digital traz;
    • 83% dos entrevistados afirmam que, a partir do cenário de COVID-19, o trabalho com influenciadores se tornou mais estratégico para os seus negócios;
    • 70% das marcas acreditam que Marketing de Influência produz melhores resultados quando o objetivo é amplificação e awareness.

    Para baixar a pesquisa ROI&Influencia 2021, clique aqui. Neste material, você vai observar:

    • Por que definir as métricas e KPIs antes de iniciar a campanha;
    • Como as marcas selecionam os influenciadores;
    • O que as marcas esperam dos influenciadores;
    • Em quais plataformas as marcas estão apostando;
    • Quais principais ferramentas são utilizadas;
    • Quais resultados são mensurados.

    Referências

    GRANJA, Bia. YOUPIX. Como marcas calculam o retorno das ações de influência? Descubra aqui!. YouTube. Disponível em: https://youtu.be/Kn0TvzTkKck

    INVESTIMENTO EM INFLUÊNCIA DEVE CRESCER 71% EM 2021. Meio e Mensagem. Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/03/31/investimento-em-influencia-deve-crescer-71-em-2021.html

    MERCADO AINDA NÃO SABE MEDIR RESULTADOS DO MARKETING DE INFLUÊNCIA. Propmark. 2021. Disponível em https://propmark.com.br/mercado/mercado-ainda-nao-sabe-medir-resultados-do-marketing-de-influencia/

    NÓBREGA, Ricardo. YOUPIX e AlgoritmCOM apresentam dados sobre Marketing de Influência. AlgoritmCOM. 2021. Disponível em: http://algoritmcom.com/youpix-e-algoritmcom-apresentam-dados-sobre-marketing-de-influencia/

    PACETE, Luiz Gustavo. ROI ainda é desafio na relação entre marcas e influenciadores. Marketing Future Today. 2021. Disponível em https://marketingfuture.today/roi-ainda-e-desafio-na-relacao-entre-marcas-e-influenciadores/

    YOUPIX DIVULGA O RESULTADO DA PESQUISA ROI E MARKETING DE INFLUÊNCIA 2021. ABC da Comunicação. 2021 Disponível em https://www.abcdacomunicacao.com.br/youpix-divulga-o-resultado-da-pesquisa-roi-e-marketing-de-influencia-2021/

  • Redes sociais: profissão admin

    Redes sociais: profissão admin

    A administração de perfis em redes sociais virou até pauta no Fantástico. Os “ADMs” ou “admins”, responsáveis pelo posicionamento de influenciadores e celebridades no universo digital – que podem ser fãs ou profissionais de comunicação e mídias sociais – têm uma grande responsabilidade em mãos: a construção e gestão da reputação do perfil administrado.

    Suas principais funções são:

    • Interagir com a comunidade, respondendo comentários e dúvidas para engajar os fãs;
    • Promover a imagem do participante nas redes sociais,
    • Planejar e produzir conteúdo relevante e contextualizado com o momento;
    • Monitorar cada passo do influenciador/celebridade, 24 horas;
    • Mobilizar votações e mutirões para favorecer o participante em realities e premiações;
    • Avaliar e atender os pedidos da comunidade;
    • Coletar insights para oportunidades comerciais, parcerias e novos conteúdos;
    • Gerir o relacionamento com diversos públicos, entre eles a imprensa;
    • Realizar a gestão de crises.

    Em um grande trabalho de bastidor, os administradores são comuns no universo das celebridades, que contam com este suporte para manter a comunicação com o público. Alguns assinam os conteúdos produzidos como “equipe”, enquanto outros permanecem no anonimato, vestindo a persona do “dono oficial” do perfil. Mas, para os participantes do BBB 21, não tem jeito: fica evidente que esse suporte existe e é imprescindível, já que os brothers estão desconectados.

    Contextualizando o trabalho do admin para os participantes da casa mais vigiada do Brasil, vamos observar alguns detalhes.

    Planejamento de conteúdo

    Diferente de Boca Rosa e Manu Gavassi, participantes do BBB20, alguns participantes não produziram fotos ou conteúdos prévios. No caso de Juliette, segundo matéria do Olhar Digital, os arquivos de stories publicados antes da fama foram a salvação para que sua equipe pudesse construir conteúdo e humanizar seu perfil. Ainda assim, percebemos que em alguns momentos existe uma certa conexão, por exemplo, entre o figurino que a participante está no ao vivo e o conteúdo liberado em suas redes.

    Integrante do camarote, Karol Conká seguiu por um caminho diferente. Produziu mais de 130 imagens – pensando desde a prova do anjo até o paredãããwn, além de uma música que seria lançada durante a sua participação – mas que, com seu “cancelamento” e eliminação, foi suspensa.

    Camilla de Lucas também se planejou: junto com sua equipe, produziu mais de 50 vídeos e até contribuiu na escolha do time que lhe representaria digitalmente durante o confinamento.

    Aqui, é importante observar – e tentar, quando possível – prever algumas situações e oportunidades para alinhar as diferentes frentes de comunicação. Quais são as principais falas do participante? Como é sua personalidade? O que provavelmente ele faria em determinadas situações? Todas essas respostas ajudam a pensar nos próximos passos do perfil.

    Imagem: TV Globo | Fantástico

    Engajamento e gestão de comunidade

    Quando ingressou no programa, em 25 de janeiro de 2021, Juliette era anônima. Advogada e maquiadora, reunia 3,8 mil seguidores no Instagram. Hoje, seu número é de 22,3 milhões, sendo a participante com maior número de seguidores na plataforma. (Buzzmonitor, 2021).

    Segundo levantamento realizado pela HypeAuditor e publicado pela Vogue, o Instagram da paraibana é “uma das contas com maior engajamento (o que inclui reações, compartilhamentos, comentários e cliques) no Brasil e no mundo”.

    Ainda sobre seu engajamento, a empresa Desbrava Data afirma que “o perfil de Juliette no Instagram conta com uma taxa média de 7,6%, número maior do que os de artista como Beyoncé (1,2%), Anitta (1,7%) e Manu Gavassi (1,4%)”. (Vogue, 2021). Todo esse movimento chama a atenção do público e das marcas, uma vez que a participante já demonstra ter um grande potencial aqui fora.

    No B9, o Buzzmonitor Trends comparou o engajamento de uma das marcas patrocinadoras do Big dos Bigs em dois momentos: um jogo da Copa do Mundo de futebol feminino, em 18 de junho de 2019, quando a jogadora Marta usou o batom Power Stay, e o paredão do BBB21 do dia 09 de fevereiro, quando Juliette usou o mesmo produto:

    “Com Marta, a Avon registrou 6.320 postagens mencionando o produto ao longo de 24 horas do dia do jogo, sendo 74,45% desses posts feitos no Twitter. Já com Juliette foram 22.178 posts citando a Avon também ao longo de 24 horas, um aumento de 249% de buzz”. (B9 e Buzzmonitor, 2021).

    Hashtag e textão até podem não decidir paredão, mas ajudam a construir reputação, capital, garantem popularidade e até, quem sabe, uma cachorrada fora da casa.

    Perfil do admin e equipe

    Para o Fantástico, a empresária de Camilla de Lucas, Fátima Pissara, conta que “essa pessoa (admin) é jovem, transita bem nas redes sociais e entende que tipo de conteúdo é mais interessante e engaja mais”.

    E quando o volume de interações aumenta, não tem jeito: é hora de aumentar a equipe.

    Antes de entrar no BBB, Juliette convidou sua sócia no estúdio de maquiagem, Deborah Vidjinsky, e o marido dela, Hauyna Tejo, para a gestão de sua comunicação digital. Ao todo, a equipe reunia seis integrantes.

    Contudo, à medida que a participante foi conquistando protagonismo, a equipe precisou crescer. Atualmente, 20 profissionais, entre redatores, designers, editores e produtores de conteúdo, acompanham cada momento da sister. Só para o Twitter, são cinco pessoas dedicadas a atualizar o perfil e interagir com seus fãs.

    Os “heads de conteúdo” estão divididos por plataformas e consideram a linguagem o formato de cada rede, sem esquecer da personalidade da participante. Aliás, essa aproximação do admin com o influenciador faz toda a diferença ao considerar o tom de voz nas produções.

    Outros exemplos de equipes de acordo com o G1:

    • Thaís: 15 pessoas;
    • Viih Tube: 12 pessoas;
    • Gil do Vigor: 7 pessoas;
    • Caio: 7 pessoas;
    • Sarah: 6 pessoas.
    BBBs e seus admins | Foto: G1 / Acervo: Deborah Vidjinsky, Ellen Peters e Igor Dornela

    Gestão de crise

    Para o admin, é preciso ter sensibilidade e agir com estratégia sobre temas sensíveis. Não é apenas parar de publicar e aguardar o esquecimento do público, mas entender que em alguns momentos é preciso se posicionar – e, em casos mais graves, ter suporte jurídico.

    Segundo matéria da revista Piauí, em fevereiro tanto a mãe quanto o filho de Karol Conká “lavraram um Boletim de Ocorrência após receberem ameaças via rede social. O mesmo fez a mulher de Projota, após receber mais de cinquenta mensagens de ódio e ameaças por sua conta no Instagram”.

    Gerir uma crise não é passar pano para os deslizes de seu “cliente”, mas se posicionar diante de assuntos sensíveis. Veja, por exemplo, este conteúdo produzido sobre capacitismo, a partir de falas de Juliette, e endossado pelo seu perfil oficial.

    Karol Conká, eliminada com recorde de rejeição, perdeu seguidores, contratos e reputação por causa de seu comportamento e trajetória na casa.

    Segundo levantamento feito pela Brunch, a pedido da Forbes, as perdas de Karol Conká podem chegar a R$ 5 milhões, além de cerca de seis meses para recuperar a crise de imagem.

    Agora, com mais de 200 horas de gravação, será lançado “Depois do tombo”, documentário que “apresentará entrevistas com Karol, seus familiares e amigos próximos, que prometeram não passar pano para o comportamento da rapper no confinamento”. A última postagem da cantora no Instagram foi em 24 de fevereiro e os comentários estão desativados.

    Quanto ganha um admin de celebridade?

    Enquanto na matéria da Piauí observamos que “os adms cobram até 30 mil reais por um pacote que inclui plantão 24 horas por dia para ver pay per view e produzir conteúdo (positivo) para as redes sociais”, para o UOL, a admin de Juliette diz que seu trabalho é feito no amor – mas sabendo que os horizontes serão expandidos.

    E não é por acaso. Candy, além de visionária, sabe que os rendimentos podem ser, inclusive, muito maiores que o prêmio do reality em si. Segundo matéria da Exame, especialistas sinalizam que Juliette pode faturar até R$ 1,7 milhão por mês – sem considerar contratos publicitários de longo prazo ou pedidos de exclusividade – considerando R$ 85 mil por um post patrocinado.

    Um artista vai pagar, mais ou menos, de R$ 4.000 a R$ 10 mil por mês. Tudo depende do que ele vai ter [para postar]. Se vai ter vídeo, se vai ter um profissional de foto, se vai ter um designer exclusivo.

    Thays Almendra, CEO da agência Digital Social para o UOL.

    Junior Cesar, empresário artístico e administrador das redes sociais de Viih Tube desde 2018, sinalizou no podcast Isso é Fantástico que já tem alguns contratos comerciais engatilhados.

    Se dentro do programa Juliette ainda não foi líder, aqui fora certamente terá seu milhão. Basta saber qual será a primeira fonte: com a coroa do BBB 21 ou sua carreira digital.

    Referências

    ASSISTIR BBB 24h por dia, ‘apagar incêndio’ e trabalho por amor: a vida dos ADMs do BBB21. Fantástico. Disponível em: https://g1.globo.com/fantastico/playlist/videos-veja-todas-as-reportagens-do-fantastico.ghtml#video-9446266-id

    ADAMI, Matheus. Adm de Juliette diz que trabalha de graça; quanto ganha um profissional? UOL. Disponível em: https://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2021/04/23/quanto-ganha-um-administrador-de-perfil-nas-redes-sociais.amp.htm

    ADM de Juliette diz no ‘Fantástico’ que não ganha nada: ‘No amor e na fé’. UOL. Disponível em: https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2021/04/18/adm-de-juliette-diz-no-fantastico-que-nao-ganha-nada-.htm

    ALMENDRA, Thays. Case Juliette e o futuro do marketing de influência. Meio & Mensagem. Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/opiniao/2021/04/22/case-juliette-e-o-futuro-do-marketing-de-influencia.html

    ALVES, Soraia. Ainda dentro do BBB21, Juliette tem redes sociais com recorde de engajamento – e marcas já estão de olho. B9. Disponível em: https://www.b9.com.br/141182/bbb21-juliette-redes-sociais-recorde-engajamento-marcas/

    BELLO, CAMILLA. Juliette Freire faz história e passa a ter um dos perfis do Instagram com maior engajamento no Brasil e no mundo. Vogue. Disponível em: https://vogue.globo.com/celebridade/noticia/2021/03/juliette-freire-faz-historia-e-passa-ter-um-dos-perfis-do-instagram-com-maior-engajamento-no-brasil-e-no-mundo.html

    CAPOBIANCO, Marcela. BBB dos ‘admins’: perfis on-line de participantes capricham na autocrítica. Veja Rio. Disponível em: https://vejario.abril.com.br/beira-mar/bbb-admins-perfis-participantes-autocritica/

    CAPUCCI, Renata e SALVIANO, Murilo. #87 Isso é Fantástico – BBB21: A vida de um ADM. Isso é Fantástico. Podcast. Disponível em: https://g1.globo.com/fantastico/podcast/isso-e-fantastico/noticia/2021/04/18/87-isso-e-fantastico-bbb21-a-vida-de-um-adm.ghtml

    DOCUMENTÁRIO de Karol Conká rendeu 200 horas de gravação para a Globo. Notícias da TV. Disponível em: https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/documentario-de-karol-conka-rendeu-200-horas-de-gravacao-para-globo-56137

    JR, João Batista. Debate por encomenda. Piauí. Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/debate-por-encomenda/

    LUCENA, André. BBB 21: entenda o segredo do sucesso de Juliette Freire nas redes sociais. Olhar Digital. Disponível em: https://olhardigital.com.br/2021/04/01/internet-e-redes-sociais/bbb-21-entenda-o-segredo-do-sucesso-de-juliette-freire-nas-redes-sociais/

    NICOCELI, ARTUR E MIRELLE, BEATRIZ. Karol Conká pode perder até R$ 5 milhões com polêmica no “Big Brother Brasil”. Forbes. Disponível em: https://forbes.com.br/forbes-money/2021/02/karol-conka-pode-perder-ate-r-5-milhoes-com-polemica-no-big-brother-brasil/

    PADILHA, Ivan. BBB 2021: Juliette pode ficar milionária como influenciadora. Exame. Disponível em: https://exame.com/casual/bbb-2021-juliette-pode-ficar-milionaria-como-influenciadora/

    SARMENTO, Gabriela. Profissão ADM: O dia a dia de quem comanda as redes dos participantes do ‘BBB21’. G1. Disponível em: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2021/02/16/profissao-adm-o-dia-a-dia-de-quem-comanda-as-redes-dos-participantes-do-bbb21.ghtml

    SAYURI, Juliana. Como ‘adms’ de influencers expõem a dinâmica da internet. Nexo. Disponível em:https://www.nexojornal.com.br/expresso/2021/04/13/Como-%E2%80%98adms%E2%80%99-de-influencers-exp%C3%B5em-a-din%C3%A2mica-da-internet

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  • Influenciadora, eu?

    Influenciadora, eu?

    Em um mundo hiperconectado, redes sociais contribuem para o trabalho de influenciadores e na divulgação de negócios.

    Crédito da imagem: Andrea Piacquadio | Pexels

    A vontade de compartilhar conteúdo é proporcional ao cansaço e preguiça de me dedicar com mais frequência nesta tarefa. O fato é que ser influenciador e/ou produtor de conteúdo, atualmente, demanda muito mais tempo do que no início dessa jornada. Não tínhamos inúmeras redes sociais, diversos formatos, algoritmos e tudo mais influenciando na distribuição do conteúdo ao público. A concorrência também era menor, e tudo era mais simples. Hoje, ser produtor de conteúdo e influenciador é uma profissão, e como tal requer planejamento, dedicação intensa e muita paciência.

    “É a mercantilização do próprio sujeito que passa a compor sua atividade profissional. Vendem-se não apenas espaços publicitários, mas um estilo de vida” KARHAWI, 2020.

    Neste contexto, muitas pessoas também buscam as redes sociais para trazer visibilidade a outros projetos e profissões. Proprietários de indústrias, comércios, produtos e serviços também se apropriam desses espaços para conversar com seus públicos, percebendo que a economia também gira em torno de outro recurso: a atenção das pessoas. Estar presente nas conversas do seu público de interesse também é fundamental para a prosperidade de seu negócio.

    Seja para fins pessoais ou profissionais, dedicar-se às redes sociais pode te ajudar a:

    • Ser relevante;
    • Construir relacionamentos;
    • Fortalecer reputação;
    • Gerar identificação;
    • Dialogar e engajar sua comunidade;
    • Influenciar tomadas de decisões e comportamentos.

    Desta forma, faz-se necessário ter seus objetivos definidos de forma clara para entender o melhor caminho a seguir dentro desse amplo universo.

    O que você espera, em termos de resultado, ao investir em um trabalho nas redes sociais?

    E, afinal, o que é influência?

    Influência é sobre a capacidade de fazer uma mensagem circular dentro de um determinado grupo. (youPIX, 2019). É estar presente na vida das pessoas, que por sua vez dedicam sua atenção e tempo para consumir seu conteúdo, que têm interesse no que você faz e diz. É ser referência em determinado tema, fonte de indicação e ser capaz de, a partir de suas atitudes, influenciar comportamentos.

    E não por acaso, as empresas já perceberam a força da influência: além de buscar os criadores de conteúdo como veículos de mídia, os envolvem em suas estratégias de comunicação para serem relevantes e participarem das conversas. Neste sentido, dá o próximo passo a empresa que entende que o criador é o melhor indicador para sinalizar o que a sua audiência consome e respeita a produção e o formato de sua linguagem.

    Trabalhando a sua influência

    Seja para alavancar os resultados da sua empresa, marca pessoal ou tudo isso junto, sendo um influenciador, você deve estar preparado para:

    • Criar conteúdo autêntico e entender o que você oferecerá para sua audiência;
    • Ter valores muito claros;
    • Definir a sua narrativa;
    • Estar preparado para eventuais crises e cancelamentos.

    Sim, você pode fazer “tudo certo” e ser cancelado.

    Estar exposto também é abrir o caminho para ideias contrárias e debates. Esteja preparado para trabalhar sua influência além das métricas de vaidade. A vida acontece além dos likes.

    Modelos de negócio

    Para aspirantes a influenciadores e produtores de conteúdo, naturalmente os formatos que mais chamam atenção são os “recebidos” e os “publieditoriais”, afinal, quem não quer ganhar dinheiro para falar sobre aquilo que gosta?

    A chave da questão está aí: deve-se pensar sempre em conteúdo comercial com transparência. Caso contrário, seu trabalho será descredenciado perante os públicos (KARHAWI, 2020), e sabemos o quanto reputação é fundamental neste mercado.

    Além disso, a comercialização deste tipo de publicidade já tem direcionamentos claros publicados pelo CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária).

    No próximo artigo, falarei mais sobre esse ponto. Enquanto isso, você pode se inspirar com essa apresentação do youPIX sobre como ganhar dinheiro sem depender de publi.

    Referências

    CARDOSO, Margot. O efeito danoso das celebridades. Vida Simples. 2021. Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/vida-boa-o-efeito-danoso-das-celebridades

    DORES, Kelly. Brasil tem quase 1 milhão de digital influencers mapeados por empresa. PropMark. 2019. Disponível em: https://propmark.com.br/digital/brasil-tem-quase-1-milhao-de-digital-influencers-mapeados-por-empresa/

    COMO MAXIMIZAR SEUS RESULTADOS NO DIGITAL ATRAVÉS DO MARKETING DE INFLUÊNCIA? youPIX, 2021. Disponível em https://medium.youpix.com.br/como-maximizar-seus-resultados-no-digital-atrav%C3%A9s-do-marketing-de-influ%C3%AAncia-b3a8c75023bd

    KARHAWI, Issaaf. De blogueira a influenciadora: etapas de profissionalização da blogosfera de moda brasileira. Porto Alegre: Sulina, 2020

    MEIO & MENSAGEM PUBLICA TENDÊNCIAS DA FLEISHMANHILLARD PARA MARKETING DE INFLUÊNCIA EM 2021. FleishmanHillard, 2021. Disponível em: https://fleishmanhillard.com.br/2021/01/marketing-influencia-2021/

    O QUE É INFLUÊNCIA E POR QUE VOCÊ PRECISA DELA? youPIX, 2019. Disponível em: https://medium.youpix.com.br/o-que-%C3%A9-influ%C3%AAncia-e-por-que-voc%C3%AA-precisa-dela-c0fce8e94397

    Agradecimentos

    Érica Minchin

    Gustavo Carneiro

    Leonardo Augusto Matsuda

    Canva e Schetchify

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  • Social Media Training e CEOs nas redes sociais

    Social Media Training e CEOs nas redes sociais

    Com as empresas atuando cada vez mais como protagonistas, CEOs e funcionários também se posicionam nas redes sociais.

    Crédito: Marek Levak | Pexels

    Na última semana, participei de um papo com o Ricardo Nóbrega, jornalista e mestre em Comunicação, onde discutimos a importância do “social media training”, ou seja, da orientação das lideranças – e funcionários em geral – para seu posicionamento nas redes sociais.

    De acordo com a matéria do Valor Econômico “Funcionários gostam de ver o CEO nas redes sociais” e pesquisa da consultoria Brunswick realizada em 13 países, incluindo o Brasil:

    • 63% dos funcionários afirmaram preferir trabalhar para um “líder conectado”, ou seja, que utiliza as redes sociais para o trabalho;
    • 86% dos funcionários esperam ver posicionamentos dos CEOs nas redes sociais sobre as ações de sua empresa durante uma crise.

    E especificamente em nosso país:

    • 84% dos funcionários confiam mais em CEOs que utilizam as redes sociais – percentual maior do que a média global;
    • 9 entre 10 pessoas preferem trabalhar para líderes conectados pois, de acordo com a pesquisa, esses líderes transmitem serem mais acessíveis, transparentes, fáceis de se comunicar e capazes de manterem as equipes conectadas.
    • Por fim, 98% responderam que é importante que os CEOs respondam a uma crise por meio das redes sociais.

    O assunto não é novidade. Desde 2019, o estudo Trust Barometer, da Edelman, já sinalizava que os brasileiros confiavam mais em CEOs do que em políticos, mas o que entra em destaque agora é como as lideranças podem – e devem – ser orientadas pelas equipes de Comunicação, Marketing e Relações Públicas das empresas, já que esse posicionamento também traz benefícios financeiros para a companhia. Além de contribuir para o valor da marca e percepção do público, de acordo com Craig Mullaney (sócio do escritório da Brunswick em Washington) líderes conectados contribuem para retenção de talentos, uma maior relação de confiança com o público geral e acionistas por meio de seus executivos.

    Engajamento das lideranças

    Transformar líderes – muitas vezes introspectivos – em figuras digitais não é uma tarefa fácil. Contudo, o objetivo neste trabalho não é transformar CEOs em celebridades, mas em posicioná-los como uma fonte conectada e pronta para usufruir dos benefícios da presença digital – e que, principalmente, estejam preparados também para lidar com assuntos mais críticos como haters, fake news e demais adversidades que, com as redes sociais, podem tomar escalas sem precedentes.

    Para apoiar estes líderes, é preciso levantar dados, contar com ferramentas e outras soluções, para que se sintam seguros, o que é fundamental para lidarem com todos os stakeholders de uma organização, desde clientes até funcionários e acionistas. Nas redes, (quase) todo mundo está acessível em todo momento.

    Por fim, entender os objetivos reais da presença desta liderança da rede social é o primeiro – e mais importante caminho – para posicioná-la de forma saudável e estratégica nas redes, mantendo sua autenticidade e entendendo como um trabalho complementar ao que já é realizado em media training.

    Ricardo cita, na live, que não precisamos também atender a pressão de se posicionar sobre tudo. Ele deve sentir, entender se é o momento, se faz sentido e estar disposto a reconhecer eventuais erros da empresa.

    “O líder conectado não só humaniza a comunicação da empresa, mas ajuda o executivo a entender as dores da empresa e se a estratégia está no caminho certo”.

    Mifaelle Silveira Guarnieri, em comentário durante a transmissão.

    Comunicação transparente, parcerias com Jurídico, RH e demais áreas contribuem para que não haja dissonância, e a produção de um manual propositivo pode contribuir para maior clareza entre funcionários, lideranças, incentivando-os a se tornarem embaixadores da marca.

    CEOs mais admirados

    Durante nossa live, destacamos com a ajuda da audiência alguns líderes brasileiros de destaque e pessoas que contribuem sobre o tema. São eles:

    Cuidados

    A segurança das informações também precisa ser considerada. Atualmente, temos inúmeros exemplos de prints e áudios vazados, e por isso é preciso ter cuidado não apenas no ambiente online. Uma conversa em uma fila de aeroporto, em elevador, escutada ou gravada por outra pessoa, também pode repercutir e virar matéria e post.

    Fica a dica 🙂

    Nos dias 17 e 18 de março de 2021, Ricardo Nobrega ministrará um curso livre na Cásper Líbero sobre o tema.

    Inscrições para “Social Media Training: comunicação para executivos e colaboradores nas redes sociais” podem ser feitas pelo site.

    Referências

    BIGARELLI, Barbara. Funcionários gostam de ver o CEO nas redes sociais. Valor Econômico, 2021. Disponível em https://valor.globo.com/carreira/noticia/2021/02/11/funcionarios-gostam-de-ver-o-ceo-nas-redes-sociais.ghtml

    EDELMAN TRUST BAROMETER 2020. Edelman, 2020. Disponível em: https://www.edelman.com.br/estudos/edelman-trust-barometer-2020

    GONÇALVES, Vinicius. Brasileiros confiam mais em CEOs do que nos políticos, diz pesquisa. Consumidor Moderno, 2019. Disponível em https://www.consumidormoderno.com.br/2019/03/28/estudo-revela-que-brasileiros-confiam-mais-em-ceos-do-que-em-politicos/

    MONTEIRO, Thaís. Mullaney: por que executivos devem usar redes sociais. Meio e Mensagem, 2020. Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2020/11/25/craig-mullaney-por-que-executivos-devem-usar-redes-sociais.html

    MULLANEY, Craig. Report 2021 Connected Leadership powered by Brunswick. Brunswick Group, 2021. Disponível em: https://www.brunswickgroup.com/perspectives/connected-leadership/get-the-report/

    NÓBREGA, Ricardo Tadeu. As transformações do media training na sociedade de plataforma: por uma redefinição do conceito. Dissertação de Mestrado. Faculdade Cásper Líbero, 2020. Disponível em: https://casperlibero.edu.br/wp-content/uploads/2021/02/RICARDO-TADEU-NOBREGA-.pdf

    SIMS, Maja Pawinska. Study: Business Leaders Must Be More Accessible On Social Media. PRovoke, 2021. Disponível em: https://www.provokemedia.com/latest/article/study-business-leaders-must-be-more-accessible-on-social-media

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  • Comunidades: subvertendo a irracionalidade das lógicas

    Comunidades: subvertendo a irracionalidade das lógicas

    Atualizado: 7 de fev. de 2021

    Crédito: fauxels | Pexels

    Enquanto enlouquecemos tentando (e falhando miseravelmente) entender a lógica das plataformas e dos algoritmos para a distribuição de conteúdo, empresas e talentos têm a coragem – e a necessidade – de testar novos formatos de produtos, serviços e negócios.

    Inevitavelmente, as redes sociais são fontes importantes de tráfego e de reconhecimento. Mas como subverter a lógica desse sistema fomentado por likes, views, investimento em mídia e uma velocidade absurda em que parece impossível refletir sobre qualquer assunto do momento?

    No último artigo da Carla Knoplech na Veja RIO, “Hackeando a lógica da produção de conteúdo”, a jornalista cita o exemplo do Caio Braz, talento que entendeu que as conexões e a construção de comunidade podem fazer diferença a longo prazo.

    Caio criou um grupo de trocas e estudos que realmente testa a força das suas conexões. Quantas pessoas estão abertas a ouvir e falar? Elas estão dispostas a investir em você?

    E o investimento, aqui, vai além do apoio monetário. Em uma época em que a atenção é o seu ativo mais importante, vale a pena observar o que – e para quem – você realmente dedica seu tempo sem distrações. Aliás, será que isso é possível ou, enquanto você lê aqui, está pensando também na mensagem do WhatsApp que ainda não respondeu?

    Sem pretensão de ter respostas, mas de observar fenômenos, compartilho abaixo cinco caminhos que acredito fazerem a diferença para a construção de comunidades:

    • Curadoria – seleção de conteúdo, serviços e demais entregas por pessoas que tenham reputação e credibilidade – ou seja, seguir ou ser alguém que você admira e confia;
    • Conexão – sentimento de poder estar conectado, de alguma forma, com assuntos e pessoas de seu interesse;
    • Pertencimento – oportunidade de estar presente – virtualmente ou não – com pessoas movidas por sentimentos e propósitos semelhantes – ou que você se conecta pelo aspecto aspiracional;
    • Controle – espaço de consumo de conteúdos com facilidades na busca, organização de informações e materiais, além de trocas em ambientes seguros e moderados – afinal, quantas vezes você já deixou de dizer o que pensa com medo de ser (des)controlado?
    • Percepção de valor – quantos links de conteúdos gratuitos interessantes você já salvou e nunca mais leu? Em quantos cursos gratuitos você já se inscreveu e nunca fez ou não se interessou? Quando você paga, sente a necessidade de ter um retorno sobre esse investimento – e possivelmente estará propenso a dedicar mais tempo nesta atividade.

    Na aparente falta de lógica das conexões, mediadas por humanos e não humanos, se sobressai quem entende a necessidade dos seus públicos de interesse e quem oferece espaço para construção e desconstrução.

    Henry Jenkins curtiu isso, mas talvez não apareça na nossa timeline.

    Agradecimentos: Rachel Corrêa pela indicação do texto em sua live, Vanessa Spirandeo, Ricardo Nóbrega e Leonardo Augusto Matsuda pelas trocas em nossas comunidades particulares. <3